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Mais cruel que a bomba, só o homem!

HIROSHIMA – 1945, dia 06 de Agosto

Uma bomba. Nome? “Little Boy”, contendo de 50 a 70 kg de urânio enriquecido

          Poder de explosão de 15.000 toneladas de TNT

          90.000 mortos de imediato, 145.000 morreram em meses

          Área atingida de 10 km2

Ondas de choque destruíram tudo dentro de um raio de 4 quilômetros, nos primeiros 10 segundos após a bomba ter explodido a 567 metros acima do solo.

NAGASAKI – 1945, dia 09 de Agosto

Uma bomba. Nome? “Fat Man”, contendo 6,2 Kg de plutônio

          Poder de explosão de 21.000 toneladas de TNT

          40.000 mortos de imediato, 75.000 morreram em meses

          Área atingida de quase 7 km2

Destruição total num raio de 1 quilômetro, após a bomba ter sido detonada a 500 metros acima da cidade.

As armas termonucleares de hoje são até 1.000 vezes mais destrutivas do que as primeiras bombas acima, usadas em Hiroshima e Nagasaki. E o homem continua acreditando que pode alcançar paz e justiça, pela violência. A violência que nos infesta e se manifesta neste mundo de hoje é cada vez maior, mais incontrolável e tende a se tornar mais cruel ainda. Guerras, terrorismo e extermínios são atrocidades crescentes nesse mundo de dores e sofrimento sem fim.

A história da humanidade tem sido escrita e reescrita pela crueldade e pela ignorância. E, por diversas vezes, a inconseqüência de hoje alia-se à falta de consciência do amanhã, como se não houvesse mais futuro algum para nós, trágicos coadjuvantes do miserável e insano espírito humano.

E a cada atrocidade cometida, a cada perda insana acontecida, a humanidade dilacera suas próprias ilusões e institui a dor permanente. As bombas explodem, as vidas se volatilizam em frações de segundos, e tem-se o retrato do quão destrutivos somos, esses seres ditos humanos. As crueldades se repetem de tempos em tempos e o ciclo da carnificina se perpetua.

Auschwitz, Hiroshima, Darfur e outros tantos, mais que sinônimos de vergonha, são retratos de que o homem atingiu a ignorância, sem precedentes, de ser insalubre a si próprio. Neles se viu que o ódio e a intolerância queimam mais que o fogo das fornalhas e contaminam mais que o plutônio assassino.

A paz que um dia almejamos alcançar, é um processo delicado e frágil, e que deve ser construído no nosso dia-a-dia, nas coisas mais simples e banais. Educação, respeito, consciência e amor são sentimentos que nos farão diferentes dos ignorantes e dos hipócritas, já que para matar tornamo-nos todos iguais.

Tanto quanto qualquer outra data, histórica ou não, hoje também é um belo dia para se começar a viver em paz e construir um amanhã diferente.

Aliás, hoje, é bem melhor que amanhã! Então, que tal?

Ou você tem coisa melhor para fazer?

Tavinho Caúmo

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 Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 14 de setembro de 2007.

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A Estúpida Rosa Radioativa

ROSA DE HIROSHIMA
(Vinícius de Morais)
 .
Pensem nas crianças,
Mudas telepáticas.
Pensem nas meninas,
Cegas inexatas.
Pensem nas mulheres,
Rotas alteradas.
Pensem nas feridas,
Como rosas cálidas.
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa, da rosa!
Da rosa de Hiroshima,
A rosa hereditária.
A rosa radioativa,
Estúpida e inválida.
A rosa com cirrose,
A anti-rosa atômica.
Sem cor, sem perfume,
Sem rosa, sem nada.
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Veja duas animações das bombas de Hiroshima e Nagasaki, produzidas pela fotojornalista ucraniana Elena Filatova. Elena, que viveu perto de Chernobyl, também é ativista contra a produção de energia nuclear, para quaisquer usos e fins.

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Polvo profeta, polvo feliz!

Ainda que muitos me aconselhem o contrário, sigo um apaixonado por futebol. E quem sofre desse mal, é evidente que adora Copa do Mundo.

Uns anões andaram falando por aí que Copa do Mundo não é momento de mostrar bom futebol, mas sim de vencer. Após assistir aos 64 jogos propiciados pelas seleções participantes, até vibrando com alguns dos 145 gols marcados, pesou a falta do bom e velho futebol nosso de cada dia. A Copa de 2010 foi bem ruim e, além de recordista dos placares magros, escapou por pouco, muito pouco, de ser a pior de todas.

Num país orgulhoso dos bilhões de dólares gastos para levar aos olhos do mundo a sua versão da cidade do futebol, vimos seus pobres e miseráveis confinados numa outra cidade, de lata, removidos para não envergonharem a nação sul-africana. Lá hoje não existem mais heróis, pois eles estavam nas tribunas de honra ou nos bancos de reservas, cansados e vencidos pelo tempo. Dentro dos belos e modernos estádios, ali nos gramados precocemente destruídos, arbitragens desastrosas e bolas vilãs, as imprevisíveis Jabulanis, roubaram as cenas e se sobressaíram à falta de talento em campo, embaladas na trilha sonora das insuportáveis vuvuzelas.

Em eventos desse porte, as surpresas sempre dão o ar da graça. Cômicas e tristes, como o fiasco da velha Itália, o desempenho pífio da Inglaterra e a Argentina saindo de quatro, momento em que os deuses do futebol nos salvaram da ameaça de ver Maradona nu. A degradada França, pelo (des)conjunto da obra, não vale sequer os comentários. A seleção brasileira nos trouxe mais uma frustração mas, convenhamos, não chegou a ser nenhuma surpresa. Sabemos que sem talento algum, fomos até longe demais.

Foi uma final inédita, merecida por ambos, mas que nos ofereceu pouco futebol e muita pancada, a ponto do Felipe Mello parecer um santo! A Espanha, sem brilhar, jogou melhor em uma das piores copas da história e foi, com justiça, a campeã. E que o povo espanhol comemore como nunca.

Ao som de “Waka Waka”, esta foi a copa de Forlán, Müeller, Villa e Sneijder. Mais do que Messi, Kaká, Rooney ou Cristiano Ronaldo, a grande estrela foi o polvo alemão Paul, o octópode advinho. Acertando todas as previsões, fez mais sucesso que as musas da copa, a espanhola Sara Carbonero e a paraguaia, aparentemente não falsificada, Larissa Riquelme.

Por isso mesmo, o polvo profeta foi alvo de imitações das mais variadas. Periquitos, pandas, camelos, girafas, crocodilos, hamsters e até formigas, todos com dotes de vidência e advinhação, compuseram a Arca de Noé desta copa.

Só o Brasil, que nada havia contribuído para a competição, também pouco acrescentou à bicharada vidente. Nós entramos nessa zôo-estória apenas com um asno, que afora os coices distribuídos em tempo integral, errou os resultados da seleção canarinho. Aliás, errou também, a escalação, o relacionamento com a imprensa e a convivência com os torcedores. Prá ser sincero, veio errando tudo, a começar do dia da convocação.

Nem polvo, nem asno. Que em 2014 a vedete da copa seja outra. É só esperar e ver que bicho vai dar!

Tavinho Caúmo

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Desventura Nuclear

O fantasma da noticiada instalação de seis usinas nucleares assombra o Nordeste brasileiro e reacende o debate sobre a demanda por energia em nosso país. O ponto central é como disponibilizar algo entre 3 e 4 mil megawatts ao ano sem o uso de energia nuclear. Sem dúvida que é um grande desafio para as fontes energéticas alternativas, como a eólica, solar e biomassa, dentre outras.

No Brasil, a tecnologia utilizada na produção de energia nuclear foi implantada nos anos do regime militar e, ainda hoje, sofre os mesmos questionamentos quanto aos custos e riscos desse tipo de geração de energia. Os bilhões de reais investidos na construção de uma usina dessas, que leva quase uma década para entrar em plena produção, os fortes impactos aos ecossistemas afetados, os riscos do transporte de combustível nuclear, as dificuldades de lidar com o descarte dos rejeitos radiativos e as conseqüências trágicas de um possível acidente na central nuclear, são argumentos que nos colocam a favor de matrizes energéticas renováveis, muito mais seguras e limpas.

E, ao contrário do que afirmam os que defendem a energia nuclear como salvação para o impasse vivido desde os apagões, ela não é plenamente sustentável e, tampouco, livre da emissão de gases de efeito estufa. O relatório intitulado “Cortina de Fumaça”, publicado pelo Greenpeace no final de 2007, analisou as emissões de gás carbônico (CO2) nas diversas etapas do ciclo completo da produção de energia nuclear. O estudo atribuiu à usina atômica de Angra 3 um índice de emissões indiretas de CO2 cinco vezes mais alto do que a energia solar ou eólica.

Fica assim, no mínimo, comprovado que a energia nuclear em nada mitiga as mudanças climáticas e que todo o investimento nessa matriz de energia não mantém relação alguma com a eficiência no combate ao aquecimento do planeta. Muito menos num país como o Brasil, dotado de fartos recursos renováveis e de tecnologia para explorá-los e proporcionar o correto e equilibrado desenvolvimento econômico, social e ambiental que o país precisa.

São esses novos modelos energéticos, com custos bem menores e cada vez mais economicamente viáveis, que irão permitir que desenvolvamos uma nova matriz energética, capaz de atender à nossa crescente demanda por energia e, ainda, mitigar parte dos efeitos do aquecimento global. O país pagará por cada megawatt/hora de geração eólica ou de usinas de cogeração a biomassa, a metade do valor de cada outro gerado por usinas nucleares ou térmicas movidas a óleo combustível. E, sem o tremendo passivo ambiental trazido por cada usina nuclear em operação, e que perdura muito além de seu descomissionamento, o qual se dá ao término de sua vida útil, geralmente em torno de 40 anos.

Essa opção que nosso governo vem fazendo pela energia nuclear não é aceitável e é o momento da sociedade brasileira discutir com mais afinco, se quer ou não esse modelo de desenvolvimento para o país. E, quem sabe, possamos garantir que nunca ocorra um Chernobyl nordestino, prevenindo assim, mais uma trágica herança às nossas próximas gerações.

Tavinho Caúmo

 

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Salvem também a cerveja!

Em meio a todos os alertas e relatórios sobre o aquecimento global, as mudanças climáticas resultantes dele e seus reflexos na vida de todos nós, quase me passou despercebida outra notícia, também nada boa.

Segundo o jornal londrino “Financial Times”, o aquecimento global pode fazer subir, e bastante, nada menos que o preço da cerveja! Vocês já pensaram nisso? Logo imaginei que seria devido ao aumento da procura pela loura gelada, gerado pela elevação da temperatura mundo afora ou, ainda, pelo aumento das tarifas da energia consumida para mantê-la na temperatura ideal. Embora isso também possa ocorrer, o alerta não foi em função de nada disso. A verdade não é tão simples assim.

O que vem ocorrendo é que muitos agricultores, especialmente na Europa, estão trocando suas plantações de cevada por milho, canola ou soja, grãos com elevado potencial energético, ideais para gerar o tão cobiçado biocombustível.

Então, apreciadores da cerveja nossa de cada dia, uni-vos e vamos todos ajudar a frear o aquecimento global. Já! Mas o que, cada um de nós, cervejeiros ou não, pode fazer?

Informe-se das causas e conseqüências das mudanças climáticas e divulgue o tema junto ao maior número possível de pessoas; economize energia e torne-se um consumidor eficiente, substituindo as lâmpadas incandescentes, apagando luzes e desligando equipamentos e aparelhos que não estejam sendo usados. Adquira aparelhos domésticos que consumam menos energia elétrica; dê uma folga para o seu carro, substituindo-o, em pequenas distâncias, pela caminhada ou pela bicicleta, ou pelo transporte coletivo, quando necessário; use de modo responsável o abastecimento de água, evitando o desperdício; reutilize e recicle o quanto puder, gerando menos lixo.

 Procure divulgar, apoiar e participar de ações que promovam o combate ao desmatamento; compre apenas móveis feitos com madeira certificada; cobre que governo e empresas invistam em alternativas de geração de energia e que sejam utilizadas apenas as fontes de energia limpas e renováveis; pressione o poder público da sua cidade a aderir a programas e projetos de combate à emissão de gases de efeito estufa (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) e exija que o seu prefeito participe do programa “Cidade Amiga da Amazônia”, de iniciativa do Greenpeace, e elimine a compra e o uso em sua cidade, de toda a madeira explorada de forma criminosa e predatória.

Parece muito, mas não é. São coisas simples que irão fazer com que cada um de nós deixe de ser parte do problema e passe a fazer parte da solução. Vamos ajudar nosso planeta a sobreviver e aí comemorarmos o futuro. E que os cervejeiros de plantão possam brindar esse sucesso, com a sua bebida preferida. E na temperatura ideal!

Saúde!

Tavinho Caúmo

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Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 07 de junho de 2007.  

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Abaixo o Pum da Vaca!

Há poucos meses, um estudo publicado pela FAO – Food and Agriculture Organization, órgão das Nações Unidas voltado para a alimentação e a agricultura, assegurou que os bovinos estão entre os maiores responsáveis pela emissão de gases causadores do aquecimento global. O relatório intitulado “A Grande Sombra da Pecuária” afirma que ela gera mais gases de efeito estufa do que o setor de transportes com sua incessante queima de combustíveis.  A pecuária virou o vilão da vez, já que além de ameaçar o meio ambiente, ela é ainda uma das principais causas de degradação do solo e dos recursos hídricos. Isso tudo, sem mencionar o já conhecido encolhimento de florestas, com a respectiva perda de biodiversidade, para ampliar as áreas de criação e de pastagem. Não acredita? É só dar uma espiada na Amazônia.

Pois bem, segundo as mais de 400 páginas do estudo, os gases emitidos pelos excrementos e flatulências, pelo desmatamento para a formação de pastos e na geração de energia consumida para a administração da atividade pecuária, juntos respondem por – pasmem! – 18% dos gases de efeito estufa emitidos anualmente no mundo todo. E mais, quase 40% das emissões de metano (CH4) vêm da pecuária bovina. Lembremo-nos que o metano é cerca de 21 vezes mais prejudicial que o famoso dióxido de carbono (CO2).

Tudo indica que o setor precisará tomar medidas urgentes, uma vez que a produção mundial de carne, hoje na casa das 230 milhões de toneladas, deverá dobrar dentro dos próximos 40 anos. Já que a produção de metano advinda do digestório do ruminante, varia rigorosamente de acordo com a alimentação recebida, uma das geniais recomendações para amenizar o problema não poderia ser outra: a substancial melhoria da dieta de modo a reduzir a fermentação e a flatulência.

Eu acredito que deveríamos ir bem além. Poderíamos convocar, sem demora, uma CPI para investigar a produção do hediondo esterco e flatulências em geral: a CPI do Pum. Ambientalistas de última hora entrariam com uma liminar impedindo o gado de consumir chuchu, jerimum, abacate e feijão-verde. Patê de mortadela ou Amendocrem então, nem pensar! Seria crime ambiental e inafiançável! Aí, nutricionistas de portas de academias poderiam elaborar um cardápio ecologicamente correto, à base de papinha de aveia e barrinha de cereais, daquelas do (des)serviço de bordo da GOL.

Meu grande receio é de que, se resolvida a questão, ninguém saiba explicar os atrasos e cancelamentos das flatulências bovinas. Como nós todos sabemos, nessas horas aéreas, ninguém sabe de nada. Pensei ainda no pior: um aumento significativo no custo dessa pensão alimentícia, mais superfaturada que merenda escolar, que faria o preço da carne, filé ou não, ir para o espaço de vez. Depois do infame aumento da cerveja, nos poupem: ninguém merece isso!

Nesse cenário, só o que nos resta a fazer é lançar um manifesto nacional, agendar uma grande caminhada e, antes que alguma Excelência maluquete, mais louca que a vaca, nos mande relaxar e gozar, gritarmos em protesto, a plenos pulmões:

“Abaixo o pum da vaca!”.

Tavinho Caúmo

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Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 08 de setembro de 2007.

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E o Talento Ficou…

E saiu a convocação para a Copa do Mundo! Nomes e preferências à parte, o lado bom é que sobrevivemos à patética coletiva dada pelo dengoso treinador da seleção e pelo seu zangado papagaio de pirata. Testemunhamos o explícito assassinato da gramática e a confissão de não saber dizer se a escravidão e a ditadura foram coisas boas ou ruins. Assistimos, pasmos, aos esforços do nosso professor (?) em tentar ressuscitar uma utópica “pátria de chuteiras”, bem ao estilo da patriotada da era militar, época de nenhuma saudade. Só faltou a trilha sonora da ditadura, nos embalos do “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!

 Ledo engano! Ser torcedor de futebol não é pré-requisito para amar o país em que nasceu, nem caminho para a cidadania plena. Patriotismo é uma questão de atitude cívica, de comportamento cidadão e nada tem a ver com preferências esportivas. E mesmo que assim fosse, o combustível do futebol de hoje não é patriotismo, patriotada ou coisa que o valha. Ele é movido por gigantescos interesses comerciais, incomensuráveis para a paupérrima renda do brasileiro comum, graças ao mísero salário-mínimo pago a todos que não prestam serviços ao “Circo Brasil de Futebol”.

É óbvio que qualquer jogador que defenda a seleção brasileira tem que ter brio e garra, mas pode ter talento também. Pode saber tratar a bola com alguma habilidade, sem brucutucídio. Mas não foi esse o critério da convocação. Dunga se apossou da seleção que é de todos e fez dela a sua cara, a cara da tediosa e irritante era de 94. Afinal, aquele que só olha no espelho, não enxerga muito além de si próprio.

Mas Dunga tem tido ou não bons resultados? Claro, é indiscutível que sim, os fatos comprovam. E isso coloca nossa seleção entre as que tem boas chances para conquistar o título de 2010. Mas sem talento e sem criatividade, com um elenco discutível que deve apresentar um futebol previsível, engessado e sem graça. É a filosofia Dunguiana, do resultado a qualquer preço, em detrimento de alguns bons valores humanos, conhecidos e reconhecidos por todos.

Apesar disso, nem todo o mundo da bola ficou decepcionado com a lista dos 23. Argentinos, espanhóis, italianos, alemães e ingleses, dentre outros, bateram palmas. Efusivamente! E já lançaram a campanha “Professor Dunga 2014”! Isso é que é prestígio e reconhecimento internacional!

Mas, no final das contas, o que será pior? O futebol truculento e burocrático dos anões da dupla Dunga e Zangado, a insuportável zuada das vuvuzelas ou a narração do Galvão Bueno? Bem, como Deus é brasileiro, com um simples toque no controle remoto, ao menos de uma delas nossa angustiada torcida escapa.

E, já que o nosso bom futebol sofreu lesão irreversível, daqui para frente só nos resta rezar e torcer. Dunga, conte “cum nóis!

Tavinho Caúmo

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Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 13 de maio de 2010.

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