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Adeus 2007. Desgraça pouca é bobagem!

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Como se já não bastassem alguns absurdos ocorridos em 2.007, até Papai Noel resolveu sacanear bonito este ano. E foi com gosto!
Quando indagado pelo bom (?) e querido velhinho sobre o meu objeto de desejo, e provável presente de Natal, não pensei duas vezes:
- Quero uma Ferrari! disse eu, todo entusiasmado.
- Ahnn, o que? - exclamou o famoso senhor da roupinha vermelha, com aquele gorrinho prá lá de gay.
- Aquele carro vermelho, com o cavalinho branco! respondi eufórico.
- Humm…, disse ele, pensativo, coçando sua barba branca, com cara de que ainda não tinha entendido direito.
Confesso que na hora n
em me preocupei, acreditando que em tempos de informática, ele não teria a mínima dificuldade em localizar o meu presente. Ledo engano! E só descoberto na noite de Natal, claro que com todas as concessionárias fechadas, sem direito à troca ou devolução!
O jeito foi receber o que foi dado e torcer para que no ano que vem eu me lembre de mandar o meu “pedido” com mais antecedência, contendo a descrição, foto e especificações técnicas do meu sonhado presente, e – obviamente – com o link para o site do fabricante.
Daqui até lá… bom, o jeito é comprar um monte daquelas cartelas de rifa e tentar me livrar do presentão recebido no fim de ano. E, fora isso, fazer o que? Sendo sincero e sacanagem à parte, nem posso reclamar muito. Afinal ele “quase” acertou no pedido!

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Em 11 de janeiro de 2002, os primeiros prisioneiros vindos do Afeganistão, capturados na “guerra contra o terror”, chegaram ao campo de detenção da base naval americana, situada na Baía de Guantánamo, em Cuba.

Hoje, passados mais de cinco anos, cerca de 700 pessoas de 45 nações diferentes, que ficaram detidas lá, sofreram sérias violações dos direitos humanos e das leis internacionais. Entre elas, crianças de menos de 12 anos, que foram chamadas de “terroristas” e “assassinas” e arrancadas de suas famílias para serem enviadas para detenção.

Guantánamo se tornou um símbolo internacional de abuso e injustiça, ao sujeitar os seus detentos à um tratamento cruel, desumano e degradante. Muitos presos foram vítimas de procedimentos ilegais e enviados  para a custódia de países que adotam práticas de abusos contra a integridade humana.

Apesar das numerosas denúncias de tortura e maus-tratos, de relatos de desaparecimentos em “prisões secretas” da CIA, de mortes sob custódia e de decisões judiciais contrárias aos procedimentos adotados, o governo americano insiste na indecência que é mantê-lo em atividade.

Pior que isso, vem ampliando a construção de instalações permanentes no campo de detenção, como se isso pudesse legalizar as prisões efetuadas ou apagar o irrefutável fato de não ter, até agora, obtido uma única condenação, por qualquer crime. Mais de 400 detentos ainda são mantidos lá, arbitrária e indefinidamente, com poucas esperanças de obterem um julgamento justo.

O campo de detenção de Guantánamo deve ser fechado já, e de modo a garantir que nenhum detento seja vítima de mais nenhuma violação dos direitos humanos, onde quer que seja. Todos aqueles, sob custódia do governo americano, devem ter seus direitos plenamente respeitados. Todos os detidos que não forem formalmente acusados de algum crime e levados a julgamento justo, devem ser, imediata e incondicionalmente, libertados.

Ao insistir em seu pretenso direito de deter pessoas por prazo indefinido e sem acesso à nenhuma corte de justiça, os Estados Unidos estão se colocando no lado errado da História.

A justiça às vítimas de atentados terroristas, incluindo o de “11 de Setembro”, não será alcançada com essas escandalosas violações dos direitos e garantias individuais e, sobretudo, com tamanho desrespeito para com as demandas mínimas da dignidade humana.

A condenação internacional aumenta e a cada dia, mais pessoas e organizações pelo mundo todo, demonstram solidariedade aos detentos e suas famílias, e gritam, mais alto do que nunca, exigindo que o governo americano feche Guantánamo. Já!
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Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 12 de setembro de 2007.

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Mais cruel que a bomba, só o homem!

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HIROSHIMA – 1945, dia 06 de Agosto

Uma bomba. Nome? “Little Boy”, contendo de 50 a 70 kg de urânio enriquecido

          Poder de explosão de 15.000 toneladas de TNT

          90.000 mortos de imediato, 145.000 morreram em meses

          Área atingida de 10 km2

Ondas de choque destruíram tudo dentro de um raio de 4 quilômetros, nos primeiros 10 segundos após a bomba ter explodido a 567 metros acima do solo.

NAGASAKI – 1945, dia 09 de Agosto

Uma bomba. Nome? “Fat Man”, contendo 6,2 Kg de plutônio

          Poder de explosão de 21.000 toneladas de TNT

          40.000 mortos de imediato, 75.000 morreram em meses

          Área atingida de quase 7 km2

Destruição total num raio de 1 quilômetro, após a bomba ter sido detonada a 500 metros acima da cidade.

As armas termonucleares de hoje são até 1.000 vezes mais destrutivas do que as primeiras bombas acima, usadas em Hiroshima e Nagasaki. E o homem continua acreditando que pode alcançar paz e justiça, pela violência. A violência que nos infesta e se manifesta neste mundo de hoje é cada vez maior, mais incontrolável e tende a se tornar mais cruel ainda. Guerras, terrorismo e extermínios são atrocidades crescentes nesse mundo de dores e sofrimento sem fim.

A história da humanidade tem sido escrita e reescrita pela crueldade e pela ignorância. E, por diversas vezes, a inconseqüência de hoje alia-se à falta de consciência do amanhã, como se não houvesse mais futuro algum para nós, trágicos coadjuvantes do miserável e insano espírito humano.

E a cada atrocidade cometida, a cada perda insana acontecida, a humanidade dilacera suas próprias ilusões e institui a dor permanente. As bombas explodem, as vidas se volatilizam em frações de segundos, e tem-se o retrato do quão destrutivos somos, esses seres ditos humanos. As crueldades se repetem de tempos em tempos e o ciclo da carnificina se perpetua.

Auschwitz, Hiroshima, Darfur e outros tantos, mais que sinônimos de vergonha, são retratos de que o homem atingiu a ignorância, sem precedentes, de ser insalubre a si próprio. Neles se viu que o ódio e a intolerância queimam mais que o fogo das fornalhas e contaminam mais que o plutônio assassino.

A paz que um dia almejamos alcançar, é um processo delicado e frágil, e que deve ser construído no nosso dia-a-dia, nas coisas mais simples e banais. Educação, respeito, consciência e amor são sentimentos que nos farão diferentes dos ignorantes e dos hipócritas, já que para matar tornamo-nos todos iguais.

Tanto quanto qualquer outra data, histórica ou não, hoje também é um belo dia para se começar a viver em paz e construir um amanhã diferente.

Aliás, hoje, é bem melhor que amanhã! Então, que tal?

Ou você tem coisa melhor para fazer?
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Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 14 de setembro de 2007.

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A Estúpida Rosa Radioativa

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ROSA DE HIROSHIMA
(Vinícius de Morais)
 .
Pensem nas crianças,
Mudas telepáticas.
Pensem nas meninas,
Cegas inexatas.
Pensem nas mulheres,
Rotas alteradas.
Pensem nas feridas,
Como rosas cálidas.
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa, da rosa!
Da rosa de Hiroshima,
A rosa hereditária.
A rosa radioativa,
Estúpida e inválida.
A rosa com cirrose,
A anti-rosa atômica.
Sem cor, sem perfume,
Sem rosa, sem nada.
.
Veja duas animações das bombas de Hiroshima e Nagasaki, produzidas pela fotojornalista ucraniana Elena Filatova. Elena, que viveu perto de Chernobyl, também é ativista contra a produção de energia nuclear, para quaisquer usos e fins.

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E a Vergonha, Brasil?

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O que aconteceu com a vergonha? Está mais que na hora de estarmos indignados com ela; ou melhor, com a ausência dela. E também, com a nossa miséria de cada dia, que nunca se acaba.

Acabam com a dignidade e com o dinheiro público, mas não com a violência ou a miséria. Shakespeare nos alertou que “os miseráveis não tem outro remédio a não ser a esperança”. E antes que se acabe de vez a esperança, deixemos ao menos de ser miseráveis de caráter e de honra, estas misérias parideiras de todas as outras.

Tenhamos indignação com a indigna ação. E com essa indigna nação, onde voam malas de dinheiro, do dinheiro arrancado de todos nós. Só não voam os aviões, neste país onde a crise de hoje se transforma no caos de amanhã, logo bem cedo.

A leviandade e o escárnio dos nossos representantes levam o Brasil a andar de braços dados com a injustiça e o caos. As instituições existem, mas não operam como deveriam, porque são podres os poderes. Poderes que já nascem deformados e corrompidos no dia das eleições. O nosso voto apenas cobre esse lixo imoral com o manto da legitimidade, que ele tanto necessita para usurpar nosso país e nosso futuro. Velozmente à eleição, segue-se a traição. Assim permitimos que aumente o número de sem-vergonhas e sem-moral que escolhemos e pagamos para nos roubar e nos espoliar.

O país do futuro dormiu demais em seu berço, já não tão esplendido assim. Perdeu o respeito e a vergonha e hoje é a terra dos sem-futuro. Somos sem-terra, sem-teto, sem-emprego, sem-saúde e agora somos até sem-vôos. Exportamos filhos da pátria, atrás de sonhos e de vida digna para outras terras. Voam para longe desta terra ainda adorada, mas uma pátria menos amada que antes. É a pátria que os pariu, permitindo que a miséria, a violência e o descaso os abortem depois de nascidos. Mata uns de bala, outros de fome e uns poucos de vergonha.

Mas achamo-nos perfeitos, malandros, todos cheios de jeitinhos, nessa metamorfose que nos reduziu de povo consciente em rebanho domado. Dominado por políticos mal-intencionados e empresários corruptores, amparados por uma Justiça paralítica, escondida atrás da permissividade. Um atabalhoado Congresso, tal e qual verdadeira mãe gentil, dá infame guarida a todos. Se o cobrirmos vira circo e se o cercarmos, não quero nem imaginar o quão trágico, cômico e bizarro seria.

Estão todos insanos se acreditam que isto, assim, algum dia possa dar certo. Seria uma grande piada, se disso não dependessem as vidas de milhões de brasileiros. Aqui é assim, uma crise puxa a outra, seja energética, aérea ou moral, e as duas puxam o Brasil para o buraco. E o buraco é bem mais abaixo, lá onde as leis protegem os crimes e a verdade escorre pela palma da mão.

A corja se perpetua num grande embuste verde-amarelo, com um cinismo que já é parte da nossa história. Mal se grudam no poder e já logo preparam herdeiros e sucessores. Por nossa omissão e passividade, a caterva aumenta e se reproduz.

Já que ainda persiste a sujeira por todos os lados e sequer se cumpre a nossa constituição, a pergunta abortada no passado regurgita elétrica, das entranhas: Que país é esse?

Não sabemos mais qual é a verdadeira cara do Brasil. Será a da corrupção ou a da desesperança? Mostra a tua cara, que eu quero ver. Mostra vergonha na cara, Brasil!

Acorda terra brasilis, assim não tem futuro! Esta não é, e nem podemos permitir que seja, a cara do nosso Brasil. Essa cara suja, sofrida, envolta por esse mar marrom e asqueroso, que chamemos de lama, onde diariamente afundam as nossas esperanças.

A verdade é conhecida e os culpados somos nós. Nós que, passivos, omissos e covardes, nunca antes fomos tão pouco brasileiros. Fingimos que a decência sobrevive, mas sabemos que é ilusão.

Chega! Expurguemos esses párias, assim como os perversos que os seguem e sustentam. É hora de reconfigurar esse Brasil desfigurado, para sermos cada vez mais brasileiros. Brasileiros com muito orgulho, com muito amor, mas de alma lavada e vergonha na cara, sim senhor!

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Abaixo o Pum da Vaca!

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Há poucos meses, um estudo publicado pela FAO – Food and Agriculture Organization, órgão das Nações Unidas voltado para a alimentação e a agricultura, assegurou que os bovinos estão entre os maiores responsáveis pela emissão de gases causadores do aquecimento global. O relatório intitulado “A Grande Sombra da Pecuária” afirma que ela gera mais gases de efeito estufa do que o setor de transportes com sua incessante queima de combustíveis.  A pecuária virou o vilão da vez, já que além de ameaçar o meio ambiente, ela é ainda uma das principais causas de degradação do solo e dos recursos hídricos. Isso tudo, sem mencionar o já conhecido encolhimento de florestas, com a respectiva perda de biodiversidade, para ampliar as áreas de criação e de pastagem. Não acredita? É só dar uma espiada na Amazônia.

Pois bem, segundo as mais de 400 páginas do estudo, os gases emitidos pelos excrementos e flatulências, pelo desmatamento para a formação de pastos e na geração de energia consumida para a administração da atividade pecuária, juntos respondem por – pasmem! – 18% dos gases de efeito estufa emitidos anualmente no mundo todo. E mais, quase 40% das emissões de metano (CH4) vêm da pecuária bovina. Lembremo-nos que o metano é cerca de 21 vezes mais prejudicial que o famoso dióxido de carbono (CO2).

Tudo indica que o setor precisará tomar medidas urgentes, uma vez que a produção mundial de carne, hoje na casa das 230 milhões de toneladas, deverá dobrar dentro dos próximos 40 anos. Já que a produção de metano advinda do digestório do ruminante, varia rigorosamente de acordo com a alimentação recebida, uma das geniais recomendações para amenizar o problema não poderia ser outra: a substancial melhoria da dieta de modo a reduzir a fermentação e a flatulência.

Eu acredito que deveríamos ir bem além. Poderíamos convocar, sem demora, uma CPI para investigar a produção do hediondo esterco e flatulências em geral: a CPI do Pum. Ambientalistas de última hora entrariam com uma liminar impedindo o gado de consumir chuchu, jerimum, abacate e feijão-verde. Patê de mortadela ou Amendocrem então, nem pensar! Seria crime ambiental e inafiançável! Aí, nutricionistas de portas de academias poderiam elaborar um cardápio ecologicamente correto, à base de papinha de aveia e barrinha de cereais, daquelas do (des)serviço de bordo da GOL.

Meu grande receio é de que, se resolvida a questão, ninguém saiba explicar os atrasos e cancelamentos das flatulências bovinas. Como nós todos sabemos, nessas horas aéreas, ninguém sabe de nada. Pensei ainda no pior: um aumento significativo no custo dessa pensão alimentícia, mais superfaturada que merenda escolar, que faria o preço da carne, filé ou não, ir para o espaço de vez. Depois do infame aumento da cerveja, nos poupem: ninguém merece isso!

Nesse cenário, só o que nos resta a fazer é lançar um manifesto nacional, agendar uma grande caminhada e, antes que alguma Excelência maluquete, mais louca que a vaca, nos mande relaxar e gozar, gritarmos em protesto, a plenos pulmões:

“Abaixo o pum da vaca!”
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Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 08 de setembro de 2007.

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Campeão Pan-Americano

Pois é, e quem disse que não somos os grandes campeões Pan-Americanos? Isso ninguém vê, né Lula-lá?

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Pois é, e quem disse que
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O Motivo das Vaias

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É só prestar atenção ao ridículo do modelito pan-presidencial que a gente compreende porque o Lula-lá foi vaiado. Fala sério, ninguém merece ver isso, né? Fácil, extremamente fácil… Pra você, e eu e todo mundo vaiar junto! Lá-lá-lá!

Mas, tentando falar sério, de verdade. Que coisa feia, Seo Lula-lá! Só porque levou uma vaiazinha, não discursou na Cerimônia de Abertura dos Jogos Pan-Americanos e já disse que não volta para a de encerramento! Parece criança que quando está perdendo o jogo, não quer mais brincar e ainda leva a bola embora prá casa.

Nosso presidente deveria se orgulhar: como ele mesmo sempre diz, “nunca antes” neste país um presidente levou uma vaia tão grande. Orquestrada ou não, é o que menos importa, já que elegância e tolerância deveriam vir com o cargo, né companheiro?

E acima de tudo, num evento dessa natureza, faltou o mais importante: espírito esportivo. Ou isso ou faltou incluir o ingresso no Bolsa-Família, vai saber. Bem que o amigo Chico Buarque o aconselhou a criar o “Ministério Do-Vai-Dar-Merda“, mas não foi ouvido. Agora é tarde: já que não ouviu o Chico, só resta ouvir as vaias.

Mas apesar do recado do público presente e pagante, dado em alto e bom tom, o presidente deveria seguir o exemplo de sua companheira de PT, Marta Suplicy. Faz assim, Seo Lula-lá: entre uma vaiazinha e outra, “relaxa-lá e goza-lá”!

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Você Sabe o Que é Fome?

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O que é a fome ?

A fome é a escassez de alimentos que, em geral, afeta uma ampla extensão de um território e um grande número de pessoas.

A fome no mundo

  • Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;
  • 1 bilhão são analfabetos;
  • 1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, e destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capta bem menor que 275 dólares (cerca de R$ 530,00) por ano;
  • 1,5 bilhão de pessoas sem água potável;
  • 1 bilhão de pessoas passando fome;
  • 12,9 milhões de crianças morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida;
  • mais de 20 milhões de pessoas morrem por ano por causa da fome.
  • Quase 200 milhôes de crianças com menos de 5 anos estão subnutridas e abaixo do peso (uma para cada três no mundo);
  • Mais de 800 milhões de pessoas sabem o que é ir dormir com fome;
  • Uma criança morre a cada 5 segundos de fome e de causas ligadas a fome.
  • Má nutrição infantil causa retardo mental e atordoamento.

Porém, existe comida suficiente no mundo para alimentar a todos!

Fonte: The State of Food Insecurity in the World, Food and Agriculture Organization os the United Nations. 

  • No site do United Nations World Food Programe, existe um mapa interativo da fome no mundo, que vale a visita.

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Barulho? Não, obrigado!

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“O barulho é a tortura do homem de pensamentos.”

“Há pessoas, é certo – mais que isso, há muitas pessoas – que sorriem indiferentemente a tais coisas porque não são sensíveis ao ruído; mas essas são exatamente as mesmas pessoas que não são sensíveis à argumentação ou à reflexão, ou à poesia ou à arte, em suma à nenhuma espécie de influência intelectual. A razão disso é que o tecido de seus cérebros é de uma qualidade muito grosseira e ordinária. Por outro lado, o ruído é uma tortura para pessoas intelectuais.”


O filósofo alemão Arthur Schopenhauer disse tudo! Eu apenas assino embaixo…

Tavinho Caúmo

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